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 That Day never comes.

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Larissa Ktz
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Larissa Ktz

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MensagemAssunto: Re: That Day never comes.   That Day never comes. - Página 7 Icon_minitimeSeg Nov 25, 2013 11:47 pm

Leitoras lindas que estão se cansando da minha enrolação... Voltei depois de um longo inverno verão, primavera e outono... mas estou aqui.
Na verdade, quis aproveitar esse tempinho minimo de folga pós-fuvest pra postar, ainda mais depois de ver as reclamações de demora de fics no tópico dentro da área pra membros, me senti de consciência pesada HSAUHSAUSHA ):
Bom, eu juro tentar postar mais. Se der, sabado eu posto alguma coisa. Mas eu não posso prometer, já que estou encalacrada com coisas de aulas de musica e estudos sobre e tal, além da correria com a minha formatura, que é daqui a duas semanas. *-* Anyway, na pior das hipóteses, vou postar novamente em janeiro, depois que minha prova específica passar.
De verdade, me sinto muito mal de ter largado essa fic pras traças... Me desculpem mesmo por isso. Mas eu nunca ia abandonar. Então estou de volta Very Happy
Bem, nesse capítulo eu vou postar fotos de algumas coisas pra vocês terem "noção de espaço", como a casa das meninas, a escola, etc.
Me desculpem também, mas esse cap. ficou meio curtinho...
Well, boa leitura e espero que me perdoem um dia. *dramaforever*

Fotos:
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Descrição:
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Trilha:
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Capítulo 14 - When the dreams turn into nightmares.

That Day never comes. - Página 7 Href=That Day never comes. - Página 7 3zo1

Sabe aquele dia em que você não quer fazer nada, além de ficar trancada no seu quarto, chorando? É, eu estava assim. E era a primeira vez que chorava em muito tempo. Já estávamos no dia 29, haviam se passado 3 dias desde a morte de Emily. E ironicamente, faltava menos que isso pra chegar o pior dia do meu ano. Acho que eu já contei qual é, meu aniversário. Planejei tudo para não estar aqui nessa data, algo me diz pra fazer isso. Vou pra minha linda Paris.
Paris é meu ponto de partida, é o lugar que eu me sinto segura, onde parece que é impossível me machucar ou me sentir triste. Eu passei dois anos morando lá, porém era muito pequena pra lembrar. Mas viajamos muitas vezes e passamos alguns meses de ‘férias’,  quando ainda éramos uma família completa.
Depois que aconteceu o que aconteceu, fui pra França com Natally algumas vezes. Mas ela começou a me deixar em casa com Stanley, –foi quando ele virou nosso “mordomo”, antes, Stanley era assistente da Natally, e ia pra qualquer canto que ela fosse. Quando fiquei um pouco mais velha, decidi ir sozinha, e é assim que faço desde então. E claro, não jogamos dinheiro fora com hotéis, temos um apartamento, mas isso é mais porque Natally vive por lá pra mostrar suas criações em desfiles, dar palestras ou fechar contrato com alguma marca.
Já tinha falado com Stanley sobre meus planos, e Natally nem estava sabendo, mas não faria diferença. Ela está ocupada com o trabalho em seu escritório, e não sai de lá. Além de que, não é porque vai ser meu aniversário que ela vai ceder, aposto que vai mandar um cartão, no máximo. Como sempre.
De qualquer forma, eu vou partir em viajem ainda essa noite. E estou pouco me ferrando pras aulas, se bem que não perderei tantas, porque volto dia 4 de março. Quando o pior já tiver passado.

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Normalmente, quando viajavam com a banda, os aeroportos ficavam lotados, mas dessa vez estava tudo calmo. Bill nem teve que esquentar a cabeça pra achar sua mala. Foi de táxi até o hotel, sem segurança, ou algo parecido. Afinal, estava em Paris justamente pra relaxar antes dessa tour começar. Aquelas dores de cabeça o deixara tão estressado que acabou brigando com todos, então, sem aviso nem nada, comprou a primeira passagem que viu e embarcou.
Chegando no hotel despencou na cama, estava cansado, mesmo o fuso não tendo tanta diferença do fuso alemão, ainda sim, ele sentia o peso do mundo nas costas. Talvez porque ser vocalista de uma grande banda como o Tokio Hotel é, exija muita responsabilidade. Mas isso não importava naquele momento, tudo que ele queria era dormir e sonhar com ela. Porém sua preocupação existia por causa da mesma, 3 noites se passaram, e nada de sonhar com ‘seu anjo’, o que era realmente estranho.
No fim, decidiu por colocar a roupa mais confortável que tivesse, e dormir. A esperança é a última que morre, não é?

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Perto das 6 p.m. eu me despedia de Stanley no aeroporto. Já havia avisado a Zoey, e ela, como sempre, fez mil perguntas. Até hoje não sei se era por ciúmes, preocupação, curiosidade, mas enfim... Entrei no táxi que me levou ao aeroporto.
Foi no meio do check in que eu o vi, pegando o passaporte com uma mulher, não conseguia acreditar. Ele estava quase igual a aquela época, com a cabeça raspada, usando blusas justas pra mostrar seu físico, mesmo que fosse no frio de NY, e um pedaço da tatuagem azul cobalto intrincada aparecia na curva de seu pescoço.
Eu tinha que sair dali, mas ao mesmo tempo minha vontade era de ir lá e estrangula-lo por ter matado Emily. Pensei demoradamente em todas as possibilidades da segunda opção, e já até armava um plano, quando ouvi as advertências dela. ”Saia daí o mais rápido que puder, e não deixe que ele te veja.”
Dessa vez, resolvi obedecer o que Lilly dizia, sem ao menos questionar como eu conseguia ouvi-la. Simplesmente me abaixei um pouco entre as pessoas e segui a diante, sempre olhando pra trás, procurando ver se ele me seguia, ou se ao menos tinha me achado. Pela sua feição, ele me procurava. Isso fez com que me arrepiasse rapidamente. À minha vista, se arrepiar deve ser um sinal, tipo ‘perigo à frente’ ou alguma dessas coisas clichês.
Consegui entregar minha passagem para pegar o vôo, sem sinal dele. ‘Foi melhor assim.‘ Sorri de cabeça baixa. ’Imagino que sim.’Era estranho falar com Lilly dessa forma, mas não havia outra. E daqui pra frente, imagino que precisaria muito falar com ela.
Pelo que pareceu, ele não entrou no mesmo avião que eu, o que já era ótimo. Mas fiquei preocupada com as pessoas que iriam no mesmo voo que ele, algo ruim poderia acontecer. Muito ruim. Ele é o único que seria capaz de reproduzir o 11 de setembro sozinho e sem esforço, que eu conheça. É, horrível é um elogio para esse homem.
Como demoraria para chegar até a França, decidi dormir.

Um lugar destruído. Um cheiro horrível. Estava tudo a meia luz. Parecia que alguém havia quebrado tudo aquilo, um banheiro. Uma pessoa de cabelos negros estava no canto, perto da pia, mantendo a cabeça abaixada. Uma garota. Eu a conhecia, mas naquela hora, quis acreditar que era todo mundo, menos ela. Emily.
- A culpa é sua. – Foi pior que um soco no estômago.
- Emily...
- Eu tinha planos, sabia? Eu tinha uma família, tinha amigos, eu tinha um futuro inteiro cheio de possibilidades, eu tinha chance de ser amada. Eu queria passar na faculdade de biologia, queria casar, ter filhos, e quando estivesse velha com meu marido numa casa no campo, gostaria de poder olhar pra trás e dizer que consegui ser feliz. Mas tudo isso foi destruído, e a culpa é sua Halley! – Cada palavra me rasgava, eu não tinha onde me esconder, não tinha argumentos, ela estava totalmente certa. A culpa foi minha.
- Eu... Eu sinto muito...
- Ah é? Sente? – Ela levantou o rosto, estava com manchas secas de sangue, seus olhos estavam paralisados. – Dizer isso não vai me trazer de volta.
- Eu nunca quis que isso acontecesse Emily... – Não conseguia pensar, a cada palavra eu ficava com menos ar nos pulmões, a culpa era minha. Era pra eu estar morta, não ela.
- Claro que não, e eu nunca te desejei mal Halley. – Pude sentir o mal que fluía de sua voz, essa não era a Emily que eu havia conhecido, não podia ser. Não aquela doce Emily... – Mas agora, ao ver tudo que não é mais meu, tudo que eu perdi pra que outra pessoa continuasse vivendo, eu consigo pedir de todo o meu coração que você queime no fogo do inferno.
- Emily, eu sei a culpa foi minha, era pra ser eu morta naquele banheiro, não era pra nada disso ter acontecido. Se eu ao menos soubesse do que poderia...
- Você também não sabia quando seu papai e sua irmãzinha morreram não é? Você sabe que a morte deles aconteceu por sua culpa. Como sempre Halley, as pessoas tem que morrer por você. Inclusive sua própria irmã. – Foi como se o peso do mundo atingisse minha cabeça, de repente me senti tonta. Caí de joelhos.
- Como... Como sabe disso?
- Ah, querida Halley, ela me disse tudo. Como se sente magoada por ter vindo pra cá no seu lugar. Se tivesse morrido naquele dia, eu e ela estaríamos vivas. Sabe-se lá quem será o próximo condenado, não?
- Não pode ser... o próximo... – Minha voz sumiu, eu não tinha como pensar, as coisas não vinham à minha cabeça, só ouvia um zumbido, e sentia que meu cérebro poderia explodir em questão de segundos.
- O próximo pode ser sua mamãe, pode ser sua melhor amiguinha, pode ser seu ex bonitinho, pode ser qualquer um. Inclusive seu querido Billzinho, ou acha que não sei o futuro que está escrito pra vocês dois? – Meus olhos voaram em sua direção. Futuro pra nós dois? – Isso é, se ele não morrer no seu lugar.
- Impossível, ele está na Alemanha, e Brian em NY.
- Não é bem assim Halleyzinha, você viu ele no aeroporto, mas não sabe para onde ele estava indo.
- Ele só estava lá atrás de mim.
- Pare de se enganar.
- Mas ele não teria porque matar o Bill.
- Por enquanto não, mas você está indo para Paris, e nada te garante que ele esteja realmente na Alemanha. – Eu gelei, andava viciada em ler notícias de Tokio Hotel, e hoje mesmo li um rumor sobre Bill ser visto no aeroporto com uma passagem para Paris na mão, na hora ignorei, o site não era nem um pouco confiável. Mas agora eu estava realmente com medo.
- Não, eu não vou deixar isso acontecer.
- Isso, deixe que ele te mate, e faça esse favor para todos que já morreram em seu nome.
Tudo começou a rodar e escurecer, vi vultos de uma garota loira, da minha altura, ela estava muito próxima de mim, e dizia “Halley, ignore essas palavras. Só segure minhas mãos com força e vamos sair daqui...”
Então tudo começou a rodar e ficar rápido, eu gritava muito e ouvia uma voz chegando perto de mim.
- Me solte...


-  AAAAAA SENHORITA PELO AMOR DE DEUS ME SOLTE.
- Hm? –Acordei num pulo. E assustei ao ver que eu segurava fortemente o pescoço da aeromoça. Meus deus, mal fiz 16 anos e vou ser presa por tentativa de homicídio. A não ser que eu alegue que tenho problemas mentais, eu imagino que eles aceitem.
Soltei a aeromoça dando uma risadinha sem graça e procurando a porta pra fugir o mais rápido possível. Tenho dó desse ser que estava de frente com a minha cara, que além de estrangulada, devia estar fazendo um esforço imenso para continuar ali séria, ao invés de sair correndo (e chamar a polícia).
- O-O avião já vai pousar, pedimos que todos inclinem suas cadeiras para a aterrizagem. –Ela disse depois de inspirar fundo com os olhos arregalados e se controlar, arrumando seus cabelos que deviam estar impecáveis –antes de eu quase matá-la.
- Ah, claro. Me desculpe. Me desculpe mesmo. –Apertei o botão no braço do acento, e deixei-o normal. Droga, nem fugir dava, ainda estávamos voando.
-  Não foi nada, já aconteceram coisas piores, acredite. –Ela sorriu simpática e piscou pra mim.- Eu é que peço desculpas pelo incômodo, mas é pela sua segurança. –Gostei dessa aeromoça, me pareceu tão simpática...
- Imagina, faz parte do seu trabalho. E desculpe mesmo, não tinha noção do que estava fazendo –Sorri amarelo.
- Eu fiquei preocupada, você começou a gritar e suar frio. Espero que esteja tudo bem agora – Ela deu um pequeno sorriso simpático.
- E-estou sim, obrigada por se preocupar. –Ela olhou pra trás.
- Acho melhor me sentar, já estamos sobrevoando a cidade. –Ela saiu andando meio torto. Coitada.
- Ok. – Respirei fundo. Meu deus, preciso de um atestado pra deficiência mental e sonambulismo antes que eu ataque outra pessoa.

O avião aterrizou tranquilamente. Desci do avião sem ao menos sentir as pernas. Tentei pegar meu passaporte na mochila o mais rápido que conseguisse, porque a primeira coisa que faria seria olhar pela janela e ver minha linda Paris. E foi o que fiz. Mas a segunda coisa foi passar os olhos por uma tatuagem azul. Me faltou ar. Ele não estava longe, e as chances de ele não me ver eram pequenas. Sorte minha que o voo vinha de NY. E me digam, o que vem num avião americano? Obesos. Fiquei do lado de um, e atrás de outro. Rezando pra que nenhum dos dois liberasse algo que pudesse me matar.
Peguei minhas malas, mostrei o passaporte mais uma vez, e sai dali o mais rápido que pude. Peguei um táxi. Pedi a ele que me levasse em determinado endereço, onde o apartamento de Natally ficava. Sorte minha ter aprendido francês. Sorte maior ainda seria se conseguisse falar com o cara que leva as bagagens, ele era chinês, mas misturava mandarim com francês. Mandarim era uma das coisas que eu não entendia. Outra era o sonho que tive. Aquilo era só minha consciência me derrubando? Não, minha impressão era de que fosse algo pior. Mas que droga de intuição...
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